quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

PERIGOS EM NOME DA BELEZA


 ANOREXIA NERVOSA. VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

A anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréxica. Uma pessoa anoréxica pode ser também bulímica. A anorexia nervosa afeta primariamente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres do Hemisfério Ocidental, mas também afeta alguns rapazes. No caso dos jovens adolescentes de ambos os sexos, poderá estar ligada a problemas de auto-imagem, dismorfia, dificuldade em ser aceito pelo grupo, ou em lidar com a sexualidade genital emergente, especialmente se houver um quadro neurótico (particularmente do tipo obsessivo-compulsivo) ou história de abuso sexual ou de bullying. A taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico.
  • Peso corporal em 85% ou menos do nível normal.
  • Prática excessiva de atividades físicas, mesmo tendo um peso abaixo do normal. Comumente, anoréxicos vêem peso onde não existe, ou seja, o anorético pensa que tem um peso acima do normal.
  • Em pessoas do sexo feminino, ausência de ao menos três ou mais menstruações. A anorexia nervosa pode causar sérios danos ao sistema reprodutor feminino.
  • Diminuição ou ausência da líbido; nos rapazes poderá ocorrer disfunção erétil e dificuldade em atingir a maturação sexual completa, tanto a nível físico como emocional.
  • Crescimento retardado ou até paragem do mesmo, com a resultante má formação do esqueleto (pernas e braços curtos em relação ao tronco).
  • Descalcificação dos dentes; cárie dentária.
  • Depressão profunda.
  • Tendências suicidas.
  • Bulimia, que pode desenvolver-se posteriormente em pessoas anoréxicas.
  • Obstipação grave.
A anorexia possui um índice de mortalidade entre 15 a 20%, o maior entre os transtornos psicológicos, geralmente matando por ataque cardíaco, devido à falta de potássio ou sódio (que ajudam a controlar o ritmo normal do coração). Pode ser causada por distúrbio da auto-estima.
Esperança é a palavra-chave, até porque, sublinha a presidente da Associação dos Familiares e Amigos dos Anorécticos e Bulímicos, «70 por cento destes doentes têm cura definitiva».
Anorexia é um mal que acontece quando os jovens tentam emagrecer através de dieta ou outras maneiras e a tentativa é frustrante ai param de comer ou reduzem ao maximo nos habitos alimentares e surge essa doença avassaladora.

Causas e grupos de risco

A anorexia nervosa afeta muito mais pessoas jovens (entre 15 a 25 anos), e do sexo feminino (95% dos casos ocorrem em mulheres). Tem sido enfatizada, em debates populares, a importância da mídia para o desenvolvimento de desorderns como anorexia e bulimia, por alegadamente promover ela uma identificação da beleza com padrões físicos de magreza acentuada. Qualquer papel a ser exercido pela cultura de massa na promoção dessas desordens, no entanto, está ainda para ser demonstrado. Na busca da etiologia de perturbações da saúde mental, inclusive da anorexia nervosa, comumente são procuradas causas de ordem intrapsíquico, ambiental e genético.
Até agora, os seguintes fatos têm emergido na busca das causas desse transtorno:
Causas genéticas/ambientais:
  • Estudos sobre desenvolvimento de transtornos alimentares envolvendo irmãs gêmeas têm sugerido um fundo genético para o desenvolvimento da anorexia.
  • Pais e mães de pacientes diagnosticadas com essa desordem possuem, relativamente a grupos de comparação da população não seleta, níveis mais elevados de perfeccionismo e preocupação com a forma física.
Características sociopsíquicas de anoréxicas:
  • Independentemente do subtipo de anorexia desenvolvida, restritiva ou purgativa, anoréxicas possuem, relativamente a pessoas saudáveis de sua idade e sexo, uma incidência maior de transtornos da ansiedade (especialmente o transtorno obsessivo-conmpulsivo) e do humor.
  • Níveis exageradamente elevados de perfeccionismo (busca por padrões de conquista e realizações notavelmente altos, necessidade de controle, intolerância a "falhas" ou "imperfeições") são comuns, e mesmo centrais, no desenvolvimento da anorexia. A presença dessa busca por padrões de perfeição transcende o desenvolvimento da doença, sendo anterior a ela e permanecendo em pacientes que já foram curadas da doença. Alguns estudos sugerem que, apesar de uma inteligência média na faixa regular, anoréxicas possuem níveis mais altos de performance escolar e envolvimento acadêmico, o que sugere que o perfeccionismo nelas presente não se limita a temas relacionados apenas com comida e forma corporal.
  • Outros traços obsessivos-compulsivos, além do perfeccionismo, são notados na infância de anoréxicas, principalmente inflexibilidade, forte adesão a regras estabelecidas, observação dos padrões mantidos por autoridades, etc.
  • Incidência de abuso físico ou sexual é mais elevada em grupos de anoréxicos; em um estudo efetivado na América do Norte, a presença de um histórico de abuso sexual na infância apresentou uma forte associação com o desenvolvimento de transtornos alimentares em grupos de homens homossexuais.

Tratamento

Deve-se ter duas vertentes, a não-farmacológica e a farmacológica. Entretanto deve-se ter em mente a importância de uma relação médico-paciente satisfatória,uma vez que a negação pelo paciente é muitas vezes presente. Dependendo do estado geral da paciente pode-se pensar em internação para restabelecimento da saúde. Correção de possíveis alterações metabólicas e um plano alimentar bem definido são fundamentais. Além disso, o tratamento também deve abordar o quadro psicológico, podendo ser principalmente a terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia individual. Em relação a abordagem farmacológico tem-se utilizado principalmente os antidepressivos, mas que é uma área que carece de muitos resultados satisfatórios tendo em vista a multicausalidade da doença. Dessa forma, é importante uma abordagem multi-disciplinar, apoio da família e aderência do paciente. As recaídas podem acontecer, daí a importância de se ter um acompanhamento profissional por longa data.




Na letra de "Brasil", o compositor Cazuza inseriu uma frase que resume muito bem o assunto deste texto: "Meu cartão de crédito é uma navalha". Embora o sentido dado por ele não fosse o que eu pretendo utilizar, a frase pode ser uma excelente metáfora para este produto financeiro. Se você souber usar, é algo que pode melhorar o seu conforto, como a navalha para fazer a barba. Se não souber usar, bem, imagine uma navalha afiada, manipulada por mãos inexperientes...
Minha intenção é dar algumas dicas para que você possa usar, de fato, seu cartão. Ou, se a situação já estiver calamitosa, conseguir revertê-la. Claro, o assunto é extenso, pode gerar dúvidas e eu não tenho a pretensão de esgotá-lo em meia dúzia de linhas. Até porque, o próprio Navarro já apresentou algumas boas sugestões, parte das quais eu iria falar também. Para não ficar muito repetitivo, eu vou abordar um tema em comum com o texto do Navarro, o limite do cartão e falar de outro que ele não citou mais diretamente: o parcelamento.
Em uma das cenas do filme "Uma linda mulher", o personagem interpretado pelo Richard Gere é questionado pelo gerente de uma loja a respeito da quantia que pretende gastar com a renovação do guarda-roupas da personagem da Julia Roberts, e responde que é "uma quantia obscenamente alta". A expressão é adequada para classificar a maioria dos limites de cartão de crédito: obscenamente alto.
É normal a administradora lhe dar um limite igual ou superior à sua renda mensal. Tem bandeira que simplesmente acabou com o limite pré-fixado. Mas não pense que por ter um limite alto, você é especial. Faça as contas: com dois ou três cartões estourados em um limite maior que a sua renda mensal, qual será o resultado? Isso mesmo. Como você vai continuar vivendo (e gastando), não vai poder comprometer toda sua renda para pagar a fatura, vai acabar optando por um valor menor. E aí começa o perigo.
A administradora tem todo o interesse em que você pague menos que o total da fatura. As taxas de juros, variando de 6,5 a 10% ao mês, estão entre as mais altas do mercado. Como você vai continuar gastando, e pagando menos que o total, isto que significa lucro certo e duradouro para a administradora.
Tem jeito de evitar esta situação? Claro que sim. Pode não ser fácil, mas é possível. A primeira coisa a fazer é esquecer que existe um limite no seu cartão e fazer o seu próprio limite. Como este limite pessoal tem tudo a ver com o orçamento doméstico, é bom sentar-se com a família, conversar claramente, definir o orçamento e, uma vez definido, aí sim verificar quais as despesas do orçamento podem ser feitas utilizando o cartão de crédito apenas para unificar os pagamentos em uma data.
Por exemplo, se você costuma fazer compras semanais em supermercado, o fato de pagá-las com o cartão deve servir apenas para ter um prazo maior de pagamento e um controle melhor das entradas e saídas de dinheiro de sua conta. Nada de abusar e comprar mais do que o necessário porque vai pagar com o cartão.
Se já estiver devendo no cartão mais do que sua capacidade de pagamento, procure uma alternativa com juros mais baixos para financiar essa dívida (por exemplo o CDC). Não se esqueça de incluí-la no seu orçamento. Você pode, e deve, deixar uma pequena "gordura" no seu limite pessoal, para algum imprevisto. Somente certifique-se de que o limite definido por você, já com a gordura, está completamente dentro da sua capacidade de pagamento mensal, levando em conta outras despesas do orçamento. Controle este limite com rigor.
Algumas dicas importantes
Procure saber qual é a "data boa" do seu cartão, aquela a partir da qual as compras não virão na próxima fatura, mas na seguinte e procure utilizar-se dela para ampliar os prazos de pagamento e evitar acumular muitos gastos numa fatura só. Na maioria das vezes, adiar alguns dias uma compra pode ser muito vantajoso. Sobretudo, tome muito cuidado em incluir no seu limite as compras parceladas que eventualmente faça com o cartão. Muita gente acaba se esquecendo delas. E elas são o próximo assunto que eu vou abordar.
O cartão de crédito é uma boa opção para compras parceladas, muito melhor que cheques pré-datados "voando por aí" e muito menos burocrático que os famosos crediários. O grande problema é que as pessoas tendem a se esquecer da compra e gastar no próximo mês como se não tivessem nenhuma dívida pendente. Até a hora da desagradável surpresa na fatura. Eu não sou contra a compra parcelada, em absoluto. Desde que:
Eu tenha todo o dinheiro para pagar o produto à vista. Nunca acredite que um produto é vendido em "parcelas sem juros". Os juros existem, sim, simplesmente estão embutidos no valor do produto anunciado. E, se é para pagar juros embutidos, melhor que eu possa ganhar alguma coisa com o meu dinheiro enquanto isso do que dar de presente à loja todos os juros numa compra à vista. Mas, e isto é importante, a compra só deve ser feita quando todo o dinheiro para pagar à vista estiver disponível, e aplicado. Desta forma, além de ganhar com o prazo de pagamento (por menos que seja, é algum ganho para você), você terá como honrar a dívida em caso de algum imprevisto, não caindo novamente na armadilha da incapacidade de pagamento total da fatura.
A compra não seja feita por impulso. Evitar as compras por impulso é a melhor maneira de evitar aborrecimentos futuros. A grande maioria dos itens comprados por impulso acaba ficando encostada depois, sem uso, muitas vezes atrapalhando e pior, sendo paga. O simples fato de você planejar a compra e juntar o dinheiro para o pagamento à vista antes de fazê-la, em muitas vezes faz repensar e você descobre que não precisa daquilo, realmente.
Eu pague exatamente o que pagaria à vista. Como eu disse acima, mesmo nas compras à vista é normal estarem embutidos os juros de um eventual parcelamento. Se é assim, por que pagar ainda mais juros? Muitas lojas oferecem, por exemplo, a possibilidade de pagar em até duas ou três vezes "sem juros", e acima disto com juros "visíveis". Seu orçamento não permite que compre em menos vezes? Volte ao item 1 e repense a compra.
Outra coisa que é preciso tomar cuidado é certificar-se de que o parcelamento oferecido é pela loja, e não pelo cartão. No parcelamento pela loja, a administradora pagará as parcelas ao lojista mês a mês, ao mesmo tempo em que as cobra de você. No parcelamento pelo cartão, a administradora financia sua dívida (com juros) e paga à vista o lojista. Já vi vendedores oferecerem parcelamento dizendo que "a loja não cobra juros, você só vai pagar se o seu cartão cobrar". Fuja desta barca furada. O cartão cobra hoje entre 5,9% e 9% ao mês, juros quase tão altos quanto os do crédito rotativo. Sem contar que, se você rolar o saldo estará pagando juros extorsivos sobre juros extorsivos.
Eu pague o menor preço possível. Entre os árabes, é considerado uma ofensa se você comprar algum artigo sem pechinchar. Eles acreditam que somente pechinchando a compra chegará a um bom termo entre o comprador e o vendedor, e será justa aos olhos de Alá. No ocidente, este tipo de cultura não existe, mas deveria existir, é saudável para todos. Antes de comprar pesquise o preço em várias lojas (inclusive Internet, desde que sejam lojas virtuais de confiança), pergunte, chore, diga que conseguiu por menos no concorrente (valores coerentes, óbvio). E sempre negocie levando em conta o pagamento à vista. Somente após fechar um preço conveniente negocie o pagamento parcelado pela loja, sem juros extras.
O prazo seja razoável. Compras com prazos longos servem apenas para aumentar o risco de descontrole. Duas a cinco parcelas, dependendo do valor do bem, são suficientes.
Tomadas estas precauções, basta acrescentar o valor na sua planilha de controle, lembrando sempre que ele se repetirá por alguns meses. Espero que estas dicas ajudem a uma utilização mais racional do cartão, de modo que ele seja uma arma a serviço do seu conforto e controle, e não uma navalha eternamente encostada no seu pescoço.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

TERREMOTOS DARÃO AVISOS ANTES DE CHEGAREM

Japão desenvolve tecnologia para alertar sobre terremotos e socorrer vítimas
TÓQUIO — "Alerta de terremoto: um terremoto foi detectado na região noroeste. Preparem-se para tremores muito fortes": graças a uma tecnologia desenvolvida no Japão, os telefones celulares podem avisar a população e ajudar a organizar operações de evacuação, busca e resgate.
O "dispositivo de alerta antecipado", elaborado pela Agência Meteorológica japonesa, ainda precisa ser aperfeiçoado - uma mensagem enviada no dia 25 de agosto de 2009 às 06H37 para os celulares de milhares de habitantes do leste do Japão era um alarme falso -, mas o sistema é único no mundo.
Antes, estas advertências eram desenvolvidas apenas para instituições, centrais nucleares e companhias ferroviárias. Desde outubro de 2007, no entanto, já são retransmitidas pelos meios de comunicação e divulgadas por alto-falantes em locais públicos por todo o Japão.
O alerta também pode soar em cada domicílio, graças a aparelhos específicos comercializados por fabricantes de eletrônica, empresas de segurança ou síndicos de edifícios.
Fruto de longos anos de pesquisas, o sistema proposto pela Agência Meteorológica permite detectar os primeros indícios de terremoto e avaliar seu potencial destruidor.
O dispositivo analisa as diferenças de velocidade de propagação das diferentes ondas emitidas por um terremoto. Graças à rapidez das redes de telecomunicações, o alerta pode ser dado instantes antes das ondas mais mortíferas serem sentidas.
Os especialistas estimam que o número de vítimas de terremotos poderia ser reduzido em 90% se as pessoas tivessem apenas dez segundos para fechar o gás, se proteger debaixo de uma mesa, abrir a porta, etc.
Só os alertas de grandes terremotos são comunicados ao grande público, para evitar o pânico em um país onde terremotos pequenos são extremamente frequentes e as técnicas de redução de danos sísmicos, eficazes.
Quando algo acontece, os japoneses confiam nas telecomunicações para diminuir a gravidade do desastre, através de dispositivos de acompanhamento dos danos e de localização de vítimas, como o criado pela empresa NTT Comware.
Este dispositivo portátil, que inclui uim computador, um projetor e um estilete, além de um software de cartografia associado a uma base de dados, para ser usado pelas autoridades locais.
Ele permite registrar os acontecimentos em tempo real, de maneira rápida e exata, e suas informações são transmissíveis para outros centros de gestão de crise.

A PROFISSÃO DE EMPREGADA DOMÉSTICA ESTÁ AMEAÇADA.

Cientistas sul-coreano criam um robô empregada doméstica
SEUL — Uma equipe de cientistas sul-coreanos desenvolveu um robô que faz a limpeza da casa, coloca a roupa na máquina de lavar e esquenta a comida no micro-ondas.
Esta empregada doméstica de última geração se chama Mahru-z e tem aspecto humano, com uma cabeça rotatória, braços, pernas e seis dados, além da visão tridimensional, para detectar as tarefas que precisa fazer, explicou Yu Bum-Jae, o chefe do centro de robótica cognitiva do Instituto de Ciência e Tecnologia, falando ao jornal Korea Times.
O instituto levou dois anos desenvolvendo Mahru-Z, que mede 1,3 metro de altura e pesa 55 kg.
Tanto Mahru-Z como Marhu-M, outro robô criado antes, podem trabalhar juntos e coordeandos por um servidor.
Yu assegura que Mahru-Z é o robô mais avançado em termos de imitação de movimentos humanos.
Fora as tarefas domésticas, os pesquisadores acham que também pode ser utilizado em condições difíceis e perigosas para os seres humanos, mas sua fabricação em série ainda não é viável.
O instituto científico gasta aproximadamente 3,5 milhões de dólares anuais na pesquisa sobre robótica.

USE PASTAS PARA PROTEGER SEU COMPUTADOR